Assistimos: Mogli – Entre Dois Mundos

Desde a minha infância, a história de Mogli é uma das minhas favoritas. Quando a Disney anunciou o primeiro live action, a expectativa foi alta, mas o resultado não me agradou muito. Agora é a vez da Warner, será que vai? Vamos ver!

Antes de começar, vamos à sinopse: “Criado por uma alcatéia em meio às florestas da Índia, Mogli vive com os animais da selva e conta com a amizade do urso Baloo e da pantera Bagheera . Ele é aceito por todos os animais, exceto pelo temido tigre Shere Khan. Quando Mogli se defronta com suas origens humanas, perigos maiores do que a rixa com Shere Khan podem surgir“.

Pela proximidade do lançamento das duas adaptações, é quase impossível não comparar “Mogli: Entre Dois Mundos” com “Mogli: O Menino Lobo“. O longa da Disney acaba sendo superior no quesito técnico, porque os efeitos visuais realmente foram merecedores do Oscar. Entretanto, a produção da Warner também fez muito bonito, com destaque às performances de captura de movimento (selo Andy Serkis de qualidade) que deram expressões fantásticas aos personagens.

Outra diferença gritante é que o enredo do longa passa longe do épico/aventura da Disney. O filme aproveita o cenário selvagem para dar um tom bem mais sombrio, além de tratar de questões existenciais. Logo nas primeiras cenas do filme, é possível sentir que a pegada não é infantil, o que na minha opinião, torna essa produção superior.

Quanto aos personagens, Rohan Chand entrega um Mogli muito expressivo e dinâmico, dando um show de atuação e performance nas cenas de ação, onde destacam-se as corridas e saltos entre os galhos. Além dele, Andy Serkis mostra mais uma vez que ele é incrível no que faz, entregando um Baloo completamente diferente do que eu estava habituado. Vale a pena ainda citar as excelentes performances de Christian Bale (Bagheera) e Cate Blanchett (Kaa), mas quem rouba a cena sem dúvidas é o Shere Khan de Benedict Cumberbatch, mais uma vez o inglês mostra a potência da sua voz em um personagens não humano.

Mogli: Entre Dois Mundos reconta uma história já conhecida através de um novo prisma. Longe de ser infantil, o longa toca em questões que levam o espectador a refletir sobre o seu lugar na vida e no mundo. Apesar de ter cometido o pecado de ser muito próximo ao live action da Disney, ainda sim é super recomendado, dado o seu tom completamente diferente da história que conhecemos.