Uma nova série Netflix deu o que falar na internet no final de 2019: The Witcher. O bruxo Geralt de Rivia, interpretado por Henry Cavill (Êta, bruxão, hein!), tem feito um baita sucesso nas redes sociais. Baseado em um livro de mesmo nome, antes de virar série, a história tornou-se jogo de videogame que, quando foi lançado, também fez sucesso. Eu não li e tampouco joguei The Witcher. Confesso até que demorei para começar a assistir a série, talvez porque eu não estivesse no hype como a maioria das pessoas. Mas, agora que terminamos de assisti-la, vou contar para vocês as minhas impressões desta primeira temporada. Será que é isso tudo que tão falando meRmo?!
“‘Hmm…’ Mas essa sinopse está grande demais para ser Netflix…” [leia com a voz do Guilherme Briggs 🖤] Não, não é uma sinopse Netflix, mas tá bem mais completinha e que bom que eu consegui achá-la:
Baseado no best-seller de fantasia, The Witcher é um conto épico sobre destino e família. Geralt de Rivia é um caçador de monstros solitário que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas são mais perversas do que as criaturas que ele caça. Quando o destino leva Geralt a uma poderosa feiticeira, e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três devem aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.
Vou começar talvez polemizando: The Witcher é uma série comum, que não chega a ser mais do mesmo, mas sim um pouquinho de cada coisa, numa mistura que deu certo e que, de certa forma, é atrativa para um público grande de telespectadores. Uma série medieval fantástica, que me pareceu ser uma misturinha das antigas séries Xena – A Princesa Guerreira, Hércules – A Lendária Jornada e As Aventuras de Merlim (me julgue, mas same energy) e… Pah! Me agradou. Não com a mesma eficácia que as outras, até estamos falando de uns vinte anos atrás, mais ou menos (Merlim é “mais recente” do que as outras), mas me cativou. A fotografia e a ambientação de The Witcher me lembram bastante essas série (exceto os efeitos especiais, né, minha gente, porque aí já é demais rs). E essa coisa de “dupla dinâmica de viagem” também, tipo: Xena e Gabrielle; Hércules e Iolaus; Merlim e Rei Artur e, agora, Geralt e Jaskier. E não, não venha me dizer que o fato do Henry Cavill ser o protagonista da série somou pontos para que eu assistisse a mesma, que você bem sabe que a resposta é com certeza!
Só não me diga também que foi pela beleza do ator, porque eu vou ter que te dizer foi só um pouquinho… Brincadeiras à parte, eu gosto da atuação do Cavill. Diferente do foco que a galera das redes tem dado à série, quanto às cenas do ator com pouca roupa e cobrando as cenas de nudez do ator, prometidas pela diretora, eu achei que esse jeito soturno e bruto do Geralt deu muito certo com o Cavill.
The Witcher é uma série movimentada e falo isso quanto às cenas de ação e ao próprio desenrolar da trama. Ela começa muito bem, com um tom mágico e bem sombrio, com cenas e diálogos pesados, aquela cena de luta completa, que passa um pedaço no trailer é bem boa, de arrancar aplausos. Maaaas… Por vezes, a trama dá uma caída de ritmo, ao meu ver, quando foca MUITO na Yennefer (Anya Chalotra). A personagem tem uma baita e pesada história e, é claro, grande importância para o enredo. Mas, em alguns momentos, dos quais não posso falar muito para não dar spoiler, notei uma certa “forçação de barra” que me incomodou um pouco e jogou uma água morna para fria na minha experiência ao assistir a série. O final, com relação a ela, foi tipo “Ah! Sério?! É isso tudo meRmo?!”.
O que difere, por exemplo, da jornada da Ciri (Freya Allan), cujo destino é encontrar Geralt, e seu parça, o elfo negro 🖤Dara (Wilson Radjou-Pujalte), é cheia de mistério, diálogos fortes, em que qualquer lugar para onde eles vão, o desconhecido faz com que desperte a sua atenção e… Pah! Algo acontece e tu solta um “Eita!”. No geral, ainda tem aquela questão da duração dos episódios, que são, praticamente, um filme, cada um. Aí, tem vezes que a Maria Soneca aqui não aguenta…
MAAAASSS… Eu não poderia finalizar esse texto sem falar daquele que, de fato, embalou a série e que foi o alívio cômico da mesma:
🎶 Dê um trocado pra o seu bruxo
Oh, Vale Abundante
Oh, Vale Abundante
Oh!🎵
Assista a série e garanta já esta canção chiclete maravilhosa eternamente na sua cabeça! Tá aí um bardo que eu amei, mas fez o Vinicius detestar a classe rs (ele odiava quando o bardo começava a cantar)! Eu amei o Jaskier! Ele canta toda hora? Não, até porque não é uma série musical. Mas as cenas são engraçadas, na medida certa, claro. Ansiosa estou para a segunda temporada para revê-lo.
Gostaria de falar mais coisas sobre The Witcher, mas acredito que, uma hora ou outra, acabarei dando spoilers. Então, é melhor eu parar por aqui. Mas tem algo que eu gostaria de reforçar: este texto é focado na série e nas minhas impressões, sem ter contato com as outras mídias (livros e jogos). Portanto, quando à fidelidade ao livro, eu não posso opinar e talvez, por conta disso, caso você tenha tido contato com os livros ou jogos, caro leitor, você pode ter uma impressão diferente da minha, quanto à essa adaptação. Assista e depois nos conte o que achou da primeira temporada de The Witcher!
🎵Dê um trocado pra o seu bruxo
Ele é quem nos garanteeeeee…🎶

“Eu sou Groot” e professora. Adoro assistir filmes e séries; ler livros e HQs e “eu QUERIA fazer isso o dia todo”. Espero ter “vida longa e próspera”…