Assistimos: Star Trek Discovery (Season 1)


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4
On 22 de janeiro de 2021
Last modified:22 de janeiro de 2021

Summary:

Finalmente, depois de não sei quantos anos, resolvi voltar a assistir Star Trek Discovery. Eu nunca esqueci da série e, como seguimos na jornada do isolamento social, finalizei a primeira temporada e aqui estou para falar das minhas impressões sobre a nova série Jornada Nas Estrelas (me dê licença, hein). Partiu?!

Finalmente, depois de não sei quantos anos, resolvi voltar a assistir Star Trek Discovery. Eu nunca esqueci da série e, como seguimos na jornada do isolamento social, finalizei a primeira temporada e aqui estou para falar das minhas impressões sobre a nova série Jornada Nas Estrelas (me dê licença, hein). Partiu?!

Mas antes do primeiro salto, a sinopse:

Após um século de isolamento, a Federação e o Império Klingon entram em guerra, e as ações de uma oficial da Frota Estelar estão no centro do conflito.

No meu texto de primeiras impressões, eu disse que você poderia esquecer a possibilidade de encontrar antigos personagens… Erro meu! Mas é o que pode acontecer quando se assiste dois ou três episódios… Resumindo, Star Trek Discovery se permite ter esses momentos, mas não é nada que seja feito como uma necessidade de validar a série, ao meu ver. A jornada da oficial Michael Burnham, uma humana órfã, que foi adotada e teve uma criação vulcana, que se torna uma oficial da Frota Estelar, passando pela USS Shenzhou e sua chegada à USS Discovery, onde a maior parte da trama ocorre.

Gostaria, inclusive, de exaltar o fato de Star Trek ser uma franquia que, mais uma vez, dá destaque às minorias na TV. Desta vez, há duas mulheres à frente de uma nave da Federação, a USS Shenzhou, sendo a oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green, de The Walking Dead) uma mulher negra e a capitã Philippa Georgiou (Michelle Yeoh, de O Tigre e o Dragão) uma mulher asiática.

Demorei bastante para falar da série novamente, porque eu a havia deixado de escanteio, mas não a esqueci dela. Agora, resolvi reassisti-la desde o primeiro episódio, pois esqueci muita coisa. Confesso que o início é meio complicado de se apegar à série. É muito diálogo e os mesmos acontecem de forma rápida e, com isso, fica um pouco difícil d se acostumar ao ritmo, mas logo se acostuma. Na minha opinião, a história começa a ficar bem mais tensa, depois do sexto episódio da série, cuja primeira temporada tem um total de quinze episódios.

Com um elenco excelente, fica um pouco difícil destacar alguns atores e seus respectivos personagens aqui, mas vou tentar… Começo falando do excelente atuação de Sonequa como Michael Burnham, sabendo deixar a postura vulcana da criação, junto a sua humanidade virem à tona de forma única. A classe, a postura e o talento de Michelle Yeoh em transitar entre personagens com personalidades tão diferentes (você saberá do que estou falando quando assistir). Mas também não posso deixar de citar o Saru, na excelente atuação de Doug Jones (o Homem-Peixe de A Forma da Água) e os personagens Tilly e Stamets, representados por Mary Wiseman e Anthony Rapp, respectivamente.

Em meados da temporada, há uma certa quebra de roteiro que até parece que mudou a temporada e, nessa leva “netflixiana” de um episódio após o outro, acabei pensando que eu estava numa segunda temporada já, mas não. No começo, achei essa história (da qual não posso falar, pois seria spoiler) meio ruim, uma má ideia. Mas, depois que veio um plot twist maravilhoso, me vi num movimento até de aplaudir a certa mudança narrativa, porque foi excelente mesmo.

A partir dessa guinada narrativa que pode-se ver frequentes cenas de lutas que, na maioria das vezes, são bonitas de ver. Além disso, os efeitos visuais e maquiagem são perfeitos. A cena da Burnham chegando à nave dos klingons é linda demais, as cenas com os esporos, os saltos da USS Discovery, a maquiagem do kelpiano Saru e dos klingons… Tudo digno de cinema.

Tudo ia caminhando, maravilhosamente, bem para um glorioso final de temporada, até que… O final fornecido me pareceu um cadinho preguiçoso… Não foi ruim, mas eu realmente esperava mais, dada toda circunstância, visto que foi um excelente episódio. Porém, foi exatamente a conclusão do mesmo, que foi tipo “Uééé… É isso?!”. Não posso dizer que decepcionou e que eu não darei continuidade à série (até porque eu já estou assistindo à segunda temporada e gostando bastante), mas ficou um gosto de “quero mais”…

Apesar da aparente preguiça na sua finalização, Star Trek Discovery entregou uma ótima temporada, seja com efeitos, maquiagem, roteiro e, este, com uma reviravolta excelente. Não liguei muito para a questão de klingons com ou sem cabelos. Eu quero mesmo é saber como que ficará a relação deles com a federação, mais precisamente, com os humanos. Em breve voltarei aqui para falar sobre a segunda temporada que, inclusive, já me fez chorar… Aguarde… Vida longa e próspera!🖖🏾