Assistimos: Luke Cage (Season 2)

“QUERO CAFÉÉÉÉÉ!!!”

A segunda temporada de Luke Cage, finalmente, chegou e eu já tô nervosa querendo mais! Tá pensando que essa temporada TÁ UMA M&#%@, UMA PORCARIA?! ME DESCULPE… Não desta vez! Com essa temporada, eu tô mais para o Professor Girafales, do que para o tiozinho nervoso, sedento por café! Tô “só love” com o Rei do Harlem e vou dizer a vocês (com moderação, é claro, sem spoilers) o motivo de tanta “eLforia”.

Segue a sinopse:

“Luke (Mike Colter) agora é uma espécie de celebridade das ruas do Harlem, após ter limpado o seu nome com a polícia. O problema é que a visibilidade fará com que ele precise proteger ainda mais a comunidade — e descobrir quem ele pode ou não pode salvar. E, é claro, um novo inimigo irá testar os seus limites entre herói e vilão.”

Olha, não foi um Demolidor, é claro, mas acho que, desta vez, acertaram o tom, digamos assim, da série. Diferente da primeira temporada, senti que o enredo estava firme, denso, com muitas coisas para acontecer (e aconteceram, meus amigos), temas fortes, que geraram cenas bem violentas, o que, de forma alguma, me passou aquela impressão de episódios arrastados, em que a série só “acontecia” nos dois últimos episódios. Nessa temporada, Luke tinha um grande vilão.

Calma, gente, não estou dizendo que Boca de Algodão (Mahershala Ali, seu lindo) não foi um grande vilão! Pra explicar, mas sem dizer muito, o cara é Bushmaster, alguém que chega ao Harlem “sobrecarregado com um glorioso propósito” (Referência!) e que pode lutar contra Luke. E, pra completar, ainda tem a Mariah Dil– Stokes, Mariah Stokes, a Rainha do Harlem, com o seu boy, Shades. Por falar nele… Nessa temporada, ele tem uma p*#@ história! Cada cena… Digna de aplauso (e xingamentos)!

Os motivos que levaram o jamaicano John McIven, o Bushmaster (Mustafa Shakir, um lindão dos zóio azul, meio cinza, sei lá! Joga esse nome no G%g!e…), ao Harlem são antigos e fortíssimos, unidos à uma busca por vingança. Por falar nele, gostaria de exaltar a beleza do inglês jamaicano, um sotaque forte, que beira mais para o inglês britânico e que, segundo o Joe, parece que é cantado, que tem um “gingado” (eu adorei isso). Achava lindo quando o Bushmaster conversava com os imigrantes jamaicanos!

Quero exaltar outra coisa: a trilha sonora. Nossa! O responsável pela escolha das músicas e, principalmente, os momentos em que cada uma, com o seu estilo, deveria entrar com tal cena e/ou momento é de aplaudir de pé! Quando vi a Esperanza Spalding, Gary Clark Jr. e o Stephen Marley, e o contexto em que eles foram inseridos na série… Juntamente com uma fotografia espetacular e efeitos especiais muito bons.

Gostaria de mencionar o grande ator Reg E. Cathey, que teve um papel importantíssimo nessa temporada de Luke Cake e que faleceu em fevereiro deste ano. Reg já teve um papel em outra adaptação da Marvel, no último filme do Quarteto Fantástico (Siiimmm… Aquele filme…) como Dr. Storm, pai do Tocha Humana e da Mulher Invisível, interpretados por Michael B. Jordan e Kate Mara. Mas, para os maratonistas de séries, ele fez também House of Cards, por exemplo. Um p*#@ ator! #RIP 😢❤

Só mais uma coisinha: O processo de superação, readaptação e aceitação da Misty Knight (Simone Missick, sua linda), por ter um dos braços amputados, foi um outro ponto forte da série também! Bela atuação!

Luke Cage já me deixou com saudades, por conta dessa segunda temporada… Dessa vez, a série tá de convidar o herói para tomar uma xícara de café e mais cinco torradinhas… Nada mal, hein, Rei do Harlem! 😉👊