Assistimos: Greenleaf (Season 5)


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5
On 21 de dezembro de 2020
Last modified:21 de dezembro de 2020

Summary:

Acabei! A quinta temporada de Greenleaf chegou à Netflix neste ano e, justamente devido ao burburinho causado, é que conheci e tive interesse em assistir a série. As histórias em torno da Calvary e da família Greenleaf me envolveram de tal forma que aqui estou para falar da última temporada lançada. Mas, seria esta última temporada mesmo? Será que foi boa? Fechou tudo direitinho mesmo? Me acompanhe que te conto, sem spoiler!

Acabei! A quinta temporada de Greenleaf chegou à Netflix neste ano e, justamente devido ao burburinho causado, é que conheci e tive interesse em assistir a série. As histórias em torno da Calvary e da família Greenleaf me envolveram de tal forma que aqui estou para falar da última temporada lançada. Mas, seria esta última temporada mesmo? Será que foi boa? Fechou tudo direitinho mesmo? Me acompanhe que te conto, sem spoiler!

Mas antes, vamos á sinopse:

Lutando contra a Harmony & Hope e com a Calvary prestes a ser demolida, a família Greenleaf tenta resolver seus problemas e seguir em frente.

Nesta última temporada temos apenas oito episódios. Mas independente disso, não senti que a história tenha sido corrida, muito pelo contrário. Dada a situação dos Greenleaf, diante das ameaças da Harmony and Hope (a igreja 100% branca) em demolir o templo da Calvary, o foco seria justamente neste impedimento mesmo, uma vez que o líder da Harmony, Bob Withmore (Beau Bridges) pensa em construir, praticamente, um resort evangelizador no lugar…

O poder feminino está super em evidência nesta temporada, pegando o gancho da anterior. As mulheres estão à frente de tudo, seja em montar estratégias, se impor diante de inúmeras situações e em resolver os problemas. E, por falar em problemas, até que eu gostei da postura da Charity (Deborah Joy Winans) nos últimos episódios, apesar de não ter deixado explícito se a personagem realmente evoluiu, pelo menos isso não esclarecido para mim. Mas ela teve grandes pontos, quanto à resolução dos acontecimentos finais.

Acompanhar Greenleaf me deu a sensação (boa?) que eu tinha antes ao acompanhar as novelas. O que me surpreendeu, algo que já comentei, é que, diferente das novelas ou demais séries, eu não consegui ter um apreço por nenhum dos personagens. Quando eu pensava que pudesse rolar uma preferência por um deles, o mesmo fazia algo que me irritava e toda a possível afeição ia por água abaixo. Talvez, isso seja apenas algum bloqueio que eu tive quanto à temática ou talvez seja uma mensagem, sobre a imperfeição humana, pois diante de tantos personagens cuja, vivência sempre tinha algum segredo bombástico ou atitudes “distorcidas”, ficou difícil sentir afeição, tipo àquela em que sentimos por mocinhos e mocinhas, que torcemos e que sempre demonstram perfeição, se mostram imaculados. E essa foi a libertação dos Greenleaf, foi livrar-se de tudo o que era sigiloso e os mantinham com imagem de pessoas “sem pecado”, que sempre souberam atirar pedras, mas nunca admitiam ou esperavam que as mesmas pedras retornariam.

Outro ponto que gostei é que não há medo em perder algum personagem, independente, do impacto que isso possa gerar no decorrer da série ou no final dela. Me surpreendi com a morte de um personagem que eu achava que duraria, pelo menos, até à quarta temporada, mas só foi até à segunda, se não me engano. É, por falar em morte, prepare o lenço nesta última temporada. Os últimos episódios foram bem emotivos…

Mas Greenleaf acabou de fato? Dizem por aí que o diretor Craig Wright deu a entender de que há a possibilidade de ter, não uma série Greenleaf, mas sim um spin-off da mesma. Então, devido a ênfase que foi dada às duas personagens femininas nestas últimas temporadas, que foram Mae (Lynn Whitfield) e Grace (Merle Dandridge), quem sabe a série spin-off  venha a ter uma das duas como protagonistas? No mais, se você não assistiu Greenleaf, vale a pena começar!