Assistimos: Everything Sucks!

Videocassete, tamagotchi, Oasis bombando nas rádios… Os anos noventa foram sensacionais! Mas você aí que é jovem, consegue imaginar como era ser adolescente nessa época? Teria a tecnologia mudado os dilemas dessa fase transitória? E você aí que já é um tiozão, tem saudades dessa época? Seja lá qual for a sua resposta, Everything Sucks! pode responder (ou não) tais questionamentos.

E a sinopse é a seguinte: “Oregon, 1996. Na escola de Boring, Kate Messner (Peyton Kennedy) e Luke O’Neil (Jahi Winston) são dois alunos que sabem muito bem o que é passar pelos dramas do colégio, mas não os únicos, já que todos os membros do clube de teatro e de vídeo sentem o mesmo desespero. Sem internet ou smatphones, essa turminha decide, então, produzir um filme para registrar todos os dramas do ensino médio“.

A série parte do óbvio como todas produções sobre o colegial: a necessidade de pertencer a um grupo, as primeiras paixões, inimizades, etc. Porém, não há aquele padrão “nerds vs atletas”, porque os conflitos estão entre os nerds mesmo: os do clube do vídeo contra os do clube do teatro. A diferença é que um pensa ser mais descolado que o outro, quando na verdade é tudo saco (ba dum tss).

Os primeiros episódios focam muito no “casal” Luke e Kate, e isso é um pouco cansativo, porque esse aprofundamento dos protagonistas e seus dilemas não convence e faz parecer que todos os outros personagens estavam ali só para preencher o elenco. Felizmente, isso muda um pouco de figura quando há a junção dos grupos, pois o foco da inclusão fica mais moderado e a trama se permite tratar de outros aspectos do cotidiano adolescente. Demora, mas vai!

Isso tudo é tratado é um tom de narrativa que parece meio perdido. Uma hora parece que quer falar com quem é adolescente, outra hora parece que quer falar com quem ainda não é, e por fim, com quem já foi. Mas é no meio dessa “perdição” que na minha opinião acontece o grande acerto! Quando a série resolve falar com os “noventistas”, ela brilha!

Nesse climão nostálgico temos lembranças de uma tecnologia ultrapassada, diálogos/situações que leva o espectador de volta à adolescência (e olha que eu nem era adolescente nos 90) e uma trilha sonora espetacular! As músicas funcionam muito mais do que um mero plano de fundo nostálgico e representam muito bem os sentimentos e situações vividas pelos personagens.

Everything Sucks! começa meio sem perdida, mas aos poucos encontra um caminho muito agradável. Apesar dos pesares, é uma boa pedida para quem procura um entretenimento mais leve e “gostosinho” de assistir (os episódios curtos também favorecem). Se você é noventista e tá afim de uma boa nostalgia, corre lá e assiste.