A segunda temporada de Deuses Americanos chegou há um tempinho, não é mesmo? Além tardar em começar a ver, também demorei para terminar. Primeiro, porque a Bel não estava interessada em assistir. Segundo, bem, vamos à resenha que você descobre os meus porquês.
Sinopses são reais, se acredita nelas:
Shadow vai começar a entender esse mundo estranho de deuses e encontrar um lugar nele como um crente para poder sobreviver. Mas, a mudança precisará de sacrifícios
Vou te dizer, que temporada lenta! Na primeira até foi ok adotar essa velocidade na narrativa, fazia sentido, porque tinha que se apresentar o universo e seus personagens, mas agora nada parecia sair do lugar! Mesmo com tempo excessivo, muitos personagens foram pouco aproveitados, ao meu ver.
Falando em personagens, Shadow Moon continua perdido. Assim como a narrativa, sua jornada foi tão lenta, que eu ficava entediado a cada aparição dele. Fora isso, para explicar ao expectador o lugar de Shadow na guerra (e a guerra em si), a trama utilizou os deuses antigos como meros declamadores de parábolas.
Por sinal, os deuses antigos têm bastante espaço na temporada. Seja nos diálogos sobre fé ou na “preparação” para a guerra. Além de eu achar esse tempo todo desnecessário, ainda tirou o espaço dos antagonistas, um dos maiores pontos da série. Queria muito mais do Mr. World!
Mas nem tudo desagradou esse coração amargurado que vos escreve. A jornada de Mad Sweeney com a Esposa Morta foi bastante interessante e divertida. Outro ponto que continua positivo é a abordagem de temas contemporâneos. As críticas continuam certeiras e mostrando um bom diálogo entre passado e presente.
Além de perder muito na qualidade visual, Deuses Americanos entrega uma temporada arrastada que parece não sair do lugar. Deixando muita coisa em aberto, a produção já tem a terceira temporada confirmada, que se não for a última, nem vou assistir.

Aka Joe. Professor de linguagens místicas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, profissional de estudos psíquicos na Escola Xavier para Jovens Superdotados, amador na arte de grafar e consorte da Bel. Entusiasta dos bardos, contadores de histórias, sábios, estrategistas, aventureiros, tabernistas e bobos da corte.