Assistimos: Atypical (Season 1)

Review of: Atypical

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Rating:
5
On 2 de junho de 2021
Last modified:2 de junho de 2021

Summary:

Atypical é uma série Netflix, lançada em 2017, que começamos a assistir recentemente, após ela ser citada como sugestão numa aula assistida pelo Vinicius. Com poucos episódios em cada uma das três temporadas já disponíveis, foi fácil finalizar a primeira e a prova disso é que nem fizemos uma resenha de primeiras impressões por aqui. Mas não foi apenas por isso que foi fácil de finalizá-la... Para saber qual foi o outro motivo, me acompanhe!

Atypical é uma série Netflix, lançada em 2017, que começamos a assistir recentemente, após ela ser citada como sugestão numa aula assistida pelo Vinicius. Com poucos episódios em cada uma das três temporadas já disponíveis, foi fácil finalizar a primeira e a prova disso é que nem fizemos uma resenha de primeiras impressões por aqui. Mas não foi apenas por isso que foi fácil de finalizá-la… Para saber qual foi o outro motivo, me acompanhe!

Mas antes, a sinopse:

Quando um adolescente com traços de autismo resolve arrumar uma namorada, sua busca por independência coloca a família toda em uma aventura de autodescoberta.

Apesar de pequena, a sinopse resume bem do que se trata a nova fase da vida de Sam Gardner (Keir Gilchrist): descobrir o amor diferente do que ele já tem em casa, arrumando uma namorada. E isso, que foi uma ideia ou questionamento lançado por sua psicóloga, Julia Sasaki (Amy Okuda), tem um efeito de descoberta não apenas em Sam, que é uma pessoa no espectro autista, mas também em sua família. Basicamente, a primeira temporada gira em torno desse novo olhar de ambos para as outras possibilidades do que já se planejava para o jovem.

Junto à tal novidade, existem as situações típicas ou atípicas que também acontecem com os familiares. Sam é o irmão mais velho de Casey (Brigette Lundy-Paine), uma adolescente talentosa para o atletismo, que se destaca bastante nas competições de corrida na escola e que, por vezes, tem os seus momentos de rebeldia e um relacionamento sem muitas afinidades com a mãe. Atypical aborda as dificuldades que os pais, Elsa (Jennifer Jason Leigh) e Doug (Michael Rapaport) têm para conciliar as atenções para o primogênito Sam e a caçula Casey e como ambos tentam lidar com isso.

Atypical é uma série que dá prazer em assistir, porque nós, espectadores, aprendemos com o protagonista, assim como todos os demais personagens, sobre como é lidar com o autismo. A série não é daquelas que romantizam total uma pessoa com autismo. Apesar de conter algumas situações que favorecem uma quebrada no clima tenso, nós somos colocados a perceber como é incômodo para o Sam estar em ambientes barulhentos, sair da rotina, sofrer bullying na escola, ser confrontado de forma agressiva…

Mostrando os dois lados dessa convivência, a série consegue passar um entendimento de ambos os lados das relações, com Sam e com aqueles que o cercam, sendo bastante didática. Inclusive, as partes pesadas, como esconder de colegas de trabalho que você tem um familiar no espectro autista e até mesmo expor para alguém como a vivência para o outro pode te consumir, a ponto de você não se reconhecer ou não ser reconhecida como uma pessoa que tem desenhos, vontades ou sonhos para realizar. São tantas coisas interessantes, que o tempo passa e o espectador nem percebe, de tão bem que a série flui.

Por mais que pareça ter uma temática pesada, depois que você começar a assistir Atypical, vai quer um episódio atrás do outro. Sabendo mesclar e dosar o humor com a didática dos relacionamentos com uma pessoa no espectro autista, a séria promove boas gargalhadas e reflexões sobre esse e outros assuntos, o que proporciona uma leveza em abordar o tema, sem romantizar ou inferiorizar, atitudes que, infelizmente, costumamos encontrar na sociedade. Atypical é uma série que vale cada minuto dedicado a ela e, em breve volto aqui para falar da segunda temporada. Portanto, assista!