
Stephen King e Marvel Comics na mesma capa?! Pois é… 💁🏾♀️ Já disse, em algum lugar deste blog, que eu gostaria de ler as obras do Stephen King. Ok, eu tenho medo de palhaços e IT – A Coisa , provavelmente, seria um dos últimos que eu pegaria pra ler. Afinal de contas, eu precisarei criar coragem antes (respeitem o meu momento rs). Mas cá estou para falar que li uma de suas obras: N.. Tá, ela foi adaptada para a 9ª arte, mas não deixa de ser do King.
A obra em questão é um dos contos 13 contos de terror presentes no livro de Stephen King, chamado Ao Cair da Noite . Pretendo ler este compilado de contos um dia, porém aqui falaremos apenas de N., que foi adaptado para uma graphic novel. Na verdade, como o próprio roteirista desta novel, Marc Guggenheim, disse, Joe Quesada (Diretor de Criação da Marvel Entertainment) queria que ele fizesse, inicialmente, tipo uma webseries curtas, juntamente, com Alex Maleev. E, agora (encurtando bem a história), temos N. em nossas mãos, na versão graphic novel. A parceria com a Marvel já ocorreu na adaptação de Torre Negra, outro que pretendo ler, mas o farei com o livro primeiro.
Desculpa a demora pra chegar na sinopse, gente! Bora lá então:
“N. adapta un poderoso conto de Stephen King sobre a relação entre o paciente N. e seu analista, que trata de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (T.O.C.). Um grupo de sete pedras (ou seriam 8?) nas Terras de Ackerman, no Manuel, intriga N., levando-o a una investigação que o coloca el um caminho sem volta. Com roteiro de Marc Guggenheim (Wolverine, Homem-Aranha) e arte de Alex Maleev (Homem-Aranha, Demolidor), a obra leva o leitor para o interior do Maine e da mente dos personagens — e de sua necessidade incansável de catalogar, contar e organizar cada elemento da sua vida para montar um quebra-cabeça complexo, nesse assustador mergulho na loucura.”
O roteiro é excelente! Muitos elementos fazem o leitor mergulhar de cabeça na história: a escrita é simples, ou seja, nada de vocabulário rebuscado; há documentos, registros de notícias de jornais e cartas dentro do quadrinho; o desenho é realista; as cores são fortes, mantendo o tom sombrio; há quadros em 1ª pessoa… Tudo isso é um pacote atrativo, somado ao tom de suspense de King, muito bem mantido por Guggenheim nesta graphic novel. Ou seja, essa leitura não é nem um pouco tediosa.
Como já foi dito na sinopse, a trama aborda o tema T.O.C. (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), transtorno pelo qual o paciente N. procura a ajuda do psiquiatra. Segundo N. ele “adquiriu” a mania de contar tudo à sua volta, sendo que números pares são bons e ímpares são ruins (tamo junto, N. 🤝), após adentrar num terreno onde há um círculo de pedras. A olho nu, N. enxerga 7 pedras, mas quando utiliza sua câmera fotográfica para registrar o conjunto rochoso, ele encontra 8 pedras. A partir desse contexto, ele inicia uma série de rituais, com a intenção de proteger o mundo de algo ruim que estar por vir.
Ambos os personagens aparentam ter uma vida com algum “peso”, alguma carga, seja isso aparente ou não. Até mesmo o psiquiatra me passou essa impressão.
Arte de N. é um presente para o leitor, pois nós temos acesso a registros de jornais antigos, documentos, cartas… Acredito que isso, somado à colorização, dão forma ao conjunto da obra, tornando-a mais sombria e mais envolvente.
N. tem tudo que se espera de umas graphic novel do gênero terror/ suspense, mas não é algo físico e, sim, psicológico. Portanto, não espere por um final absurdamente revelador, mas sim reflexivo. Inclusive, a minha nota é por conta disso rs. Já li algumas pessoas falando que Stephen King é perfeito em suas obras, apesar de “pecar um pouco no final” (algo que discordo). Ainda não li um livro do King, mas independente de comentários do tipo, acredito que, quanto às suas obras e o tanto que são aclamadas, ele honra o seu sobrenome.


“Eu sou Groot” e professora. Adoro assistir filmes e séries; ler livros e HQs e “eu QUERIA fazer isso o dia todo”. Espero ter “vida longa e próspera”…