Lemos: Capitão América e Pantera Negra – Flâmulas de Nossos Pais



Ler um quadrinho do Capitão América é ter a certeza de que não será uma leitura tediosa. Sei que algumas pessoas (talvez a maioria rs) discordam de mim. Podem achá-lo chato, por ser todo certinho, com um patriotismo que pode ser um incômodo ou até mesmo uma idiotice. Mas eu o vejo apenas como um personagem de “alma” boa, que é forte, física e psicologicamente falando. Gosto das histórias que, na maioria das vezes, são pesadas, quanto ao retrato do psicológico dos soldados. Sem falar que curto tudo que tenha referência ao passado.


Pantera Negra é um personagem que “conheci” há pouco tempo, cujo filme que leva seu nome, me impulsionou à buscar mais histórias sobre o mesmo. Isso se deu simplesmente por identificação (lê-se representatividade) com a cultura e como o Pantera defende seu povo (também sendo um patriotismo), num momento que foi um “boom” de despertar para minha identidade e aceitação.

Estou falando desses dois heróis que são os maiores defensores das nações às quais pertencem e que vestem a cami–, digo, a bandeira de  seu país, pois eles são os protagonistas do quadrinho que li e darei a minha opinião: Capitão América e Pantera Negra – Flâmulas de Nossos Pais.

Com o roteiro de Reginald Hudlin, Capitão América e Pantera Negra – Flâmulas de Nossos Pais é um quadrinho da série Marvel Knights, que me parece ser um tipo de edição voltada para um público adolescente, lançado em 2010. Este quadrinho retrata o primeiro encontro entre o Capitão e o Pantera (pai do T’Challa, é claro), durante uma tentativa dos nazistas de conquistar Wakanda para minerar o precioso metal Vibranium.


A história em si é boa de ler, não tem longos diálogos e, tão pouco, são tediosos. O ritmo da leitura é bom, sem a famosa “encheção de linguiça”. Só os balões em outras línguas que dão uma quebrada “de leve” na leitura, mas que acho importantes, quanto ao despertar da curiosidade a um outro idioma. Você pode aprender um “Que porr– (Olha a língua!) é essa!” em alemão, por exemplo, o que pode lhe ser útil um dia… Tem, inclusive, aqueles momentos reflexivos, quando à um racismo nítido e privilégios que o mesmo exalta. Nos diálogos, não foram poupados termos como “macacos” para se referir ao povo wakandano e a violência extrema para lidar com os mesmo, quando feitos de reféns. São diálogos com seu peso histórico.


A arte de Denys Cowan vem a compor o peso desses diálogos, com desenhos que retratam a violência e a total aversão aos negros. A violência do revide feita em Wakanda aos Nazis, quando os mesmos tentavam invadir o território protegido por T’Chaka e seu povo, é bem e fortemente retratada nos desenhos. Só digo que cabeças rolaram nessa HQ…

Capitão América e Pantera Negra – Flâmulas de Nossos Pais é um quadrinho bem rápido, pois só tem quatro volumes, com um conteúdo de peso equilibrado entre seu enredo e traços. Um bom passatempo que te deixa consegue te deixar vidrado na história e te faz conhecer um pouco mais da história dos dois heróis e de seus ideais.