“A primeira vez a gente nunca esquece.” Não sei de onde vem essa expressão, mas ela tem um quê de verdade. Independente se a tal primeira vez for positiva ou negativa. Neste caso, a parte positiva fica totalmente de lado. Estou falando da noite de expurgação, famoso tema da franquia Uma noite de Crime (The Purge). É que nós assistimos ao mais recente filme da franquia, A Primeira Noite de Crime, e irei contar para você a minha opinião a respeito do início da purgação.
Vamos começar pela sinopse que, desta vez, não será tão obvia (rs):
“Quando um novo partido político, o New Founding Fathers of America (NFFA), ascende, é anunciado um novo experimento social. São 12 horas sem lei, em que o governo incentiva as pessoas a perderem toda e qualquer inibição. A participação não é obrigatória, mas como estímulo, 5.000 dólares é dado para quem fica na cidade, e mais prêmios para quem participa.”
O filme mostra o início do experimento,com a intenção de dar uma acalmada na população americana. O experimento foi criado por uma cientista que vendeu a ideia ao governo, em que todo tipo de crime seria permitido por 12 Horas, para que as pessoas pudessem soltar sua fúria. Porém, isso seria feito em apenas um lugar e, caso desse certo, seria estendido por todo país. E, é claro que, se tratando de governo, sabe-se que o pobre pouco importa, então a expurgação aconteceria apenas numa ilha, cuja população é de classe baixa: Staten Island.
O ritmo do filme, inicialmente, não foi dos melhores: bem lento, sem explicar algumas coisas, deixando o espectador presumir as relações e as motivações dos principais personagens. É claro que, se tratando do início da expurgação e o fato da população não saber o que virá, não senti que os mesmos passavam aquela aflição que eu senti nos outros filmes e estou sentindo na série televisiva.
No início, tinha gente com coragem de andar na rua (vigiando seu estabelecimento comercial, por exemplo), visto que o governo fez uma seleção de pessoas em troca de dinheiro, como estímulo à prática expurgatória (acho que eu posso falar assim rs). É claro que, como o passar dos minutos do início da expurgação, você começa a sentir o medo de cada personagem e ficando aflito com cada uma deles.
A Primeira Noite de Crime, além do governo, tem um vilão caricato, que apenas dá sustos, mas que não é entendida sua real intenção. Pelo menos, eu não percebi. A figura dele dá um certo medo, ainda mais por surgir de repente, mas, no fim das contas, novas coisas vão acontecendo e eu acabei não dando muita importância a ele.
Os atores são medianos, na minha humilde opinião, exceto o que interpreta o Dimitri, chefe de uma gangue, interpretado pelo ator Y’lan Noel. Nossa, ele é muito bom! Ele começa o filme e você acha que ele será um problema. Só que ele acaba encontrando problemas bem maiores e o personagem cresce na trama de maneira absurda.
Com um ritmo desacelerado inicialmente, A Primeira Noite de Crime deu uma melhorada significativa no ritmo, assim que a expurgação iniciou, o que é compreensível, pois era necessário explicar os motivos que levaram o governo a comprar essa ideia e como seria executado. O legal também é que nós espectadores já sabemos o que é a Noite da Expurgação e ficamos naquela apreensão pelos personagens, o que deixa o filme bem interessante e ativo até o fim. Recomendo muito!
“Eu sou Groot” e professora. Adoro assistir filmes e séries; ler livros e HQs e “eu QUERIA fazer isso o dia todo”. Espero ter “vida longa e próspera”…