Assistimos: Os Incríveis 2

Em meio ao “boom” dos super-heróis, sempre pairou uma pergunta/expectativa na mente de algumas pessoas: “quando teremos uma sequência de Os Incríveis?“. Eis que após quatorze anos, a Disney/Pixar anunciou a sequência e as primeiras imagens, causando um frenesi na rede mundial de computadores! E agora com o filme lançado, teria atendido às expectativas? Olha, eu não posso falar por todo mundo, mas tô aqui pra comentar!

Mas antes de começar, segue a sinopse: “Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.“.

Quem lê os meus textos, sabe que geralmente eu os inicio falando dos personagens, certo? Hoje não vai ser diferente, mas vou destacar o que os protagonistas de Os Incríveis representam tanto nesta, quanto na trama anterior: a desilusão da vida adulta! O que difere a sequência do primeiro é que Beto passa por outra crise, só que agora a sua figura paterna está fragilizada por perder o “poder” de ser o provedor do lar, enquanto a mulher sai de casa para garantir o sustento da família.

Se por um lado essa mensagem sobre as proibições que a vida adulta nos impõe, bate forte em quem leva seus pequenos ao cinema, por outro, os pequenos tem diversão garantida em cenas de humor muito bem construídas e um roteiro que, apesar de previsível, consegue divertir. E falando em humor e diversão, vale destacar Zezé e seus poderes, que nos rendem boas risadas.

Quando se fala em produções da Pixar, é impossível não destacar os aspectos técnicos, não é mesmo? Em questão de traços, Os Incríveis 2 se mantém fiel ao seu antecessor. Seu grande destaque fica em relação às texturas que beiram o realismo. Falando em aspectos técnicos das cenas, é importante frisar que uma específica pode provocar crises por fotossensibilidade. Apesar de eu não sofrer disso, a mesma me incomodou bastante.

Mais uma vez a franquia de Os Incríveis utiliza metaforicamente os super-poderes dos protagonistas e vilões para tratar dos dilemas do envelhecimento e acerta novamente por trazer isto de uma forma leve e divertida para as crianças. E como toda boa mensagem da Pixar, ainda ilustra o poder da união e cooperação nas relações sociais/familiares. Pode não ser a melhor animação do estúdio, mas ainda assim, é uma boa pedida para este período de férias. E você, qual super-poder deixou de usar depois de adulto?