Em meio à tantas produções de heróis, surge uma com a seguinte questão: e se ao invés de salvador, o Superman se tornasse um assassino? Essa premissa muito interessante é retratada em Brightburn – Filho das Trevas. Filme que me deixou levemente curioso e agora que está devidamente assistido, cá estou para falar sobre.
Mas antes, a sinopse cai à Terra:
Uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos e eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive.
A primeira coisa que me chamou a atenção no filme foi o conceito. Na minha cabeça, só de criarem outra possibilidade para o “mito do Superman“, seria no mínimo interessante. Entretanto, tive a infelicidade de ver a execução se perdendo com o passar dos minutos. Sendo um dos fatores as “viradas de chave”, que se dão de forma repentina.
Para que o garoto vire o filho das trevas (que nome ruim, versão brasileira), são postas motivações como bullying, primeiro amor e os “nãos” dos pais. Até aí tudo bem, afinal esses são conflitos recorrentes da puberdade e um garoto superpoderoso iria utilizar sua condição a seu favor. O problema é que o filme faz isso tudo de maneira apressada e com superficialidade nas relações entre os personagens.
– Que mané, relações entre personagens! Eu quero é sangue, Joe!
Bem, se é isso que você procura, o filme entrega bons momentos. Há mortes sanguinolentas, daquelas que causam incômodo aos mais sensíveis ao gênero. Todo o tom de terror do filme tem foco nessa violência, enquanto a atmosfera é naquele estilo de “silêncio e um barulho abrupto que te faz pular” ou “nenhuma ameaça visível, câmera vira pro lado e quando volta, tá lá o maligno”.
Brightburn – Filho das Trevas traz um conceito interessante, mas peca em sua execução. Talvez o tempo do longa não tenha sido o suficiente para sustentar as justificativas… Talvez a trama se sairia melhor em formato de série… Enfim, deixo as especulações de lado para afirmar que o resultado final é só mais um filme slasher com protagonista assassino. Se é isso que você procura, cai dentro!

Aka Joe. Professor de linguagens místicas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, profissional de estudos psíquicos na Escola Xavier para Jovens Superdotados, amador na arte de grafar e consorte da Bel. Entusiasta dos bardos, contadores de histórias, sábios, estrategistas, aventureiros, tabernistas e bobos da corte.