Lemos: Homem de Ferro – Extremis

Se tem um herói do qual eu não sou muito fã, mesmo eu sendo uma Marvete, esse é o Homem de Ferro. Veja bem: eu não o detesto, mas acho que o ar um pouco prepotente dele me incomoda. Nem é aquela história de que “ah, mas ele não é ninguém sem a armadura”. Apenas não simpatizo muito com Stark. Mas isso, de maneira alguma me impede de admirar o personagem e consumir o que for de sua história, até mesmo para tentar manter esse reconhecimento de que ele tem o seu valor.

Prova disso, é que este artigo de opinião é dedicado ao romance adaptado uma das histórias em quadrinhos de Tony Ster–Stark que mais me impressionou e que me “ajudou” reconhecer que sua importância nos Vingadores vai muito além dos bilhões de dólares. E digo mais: nessa minha iniciação como leitora frequente de quadrinhos, foi uma das histórias que mais gostei e que achei muito f%#@. O nome dela é Homem de Ferro – Extremis.

Mas, vamos ativar a sinopse primeiro:

“Quando Tony Stark tornou-se o Homem de Ferro, ele resolveu usar sua riqueza e poder para fazer do mundo um lugar melhor. Ao revelar sua dupla identidade, tornou-se uma celebridade global de fama sem precedente. Não era o bastante. A Dra. Maya Hansen, antiga colega de Tony, desenvolve um processo biológico batizado de Extremis, desenhado para reescrever o corpo humano de fora para dentro. Mas o Extremis é roubado e vendido para um terrorista chamado Mallen, o que resulta num sangrento tumulto pela América. Entra em cena Tony Stark. Mas uma trágica batalha contra as forças de Mallen obriga Tony a compreender: sua armadura é muito lenta, muito primitiva, muito… mecânica. Para manter-se de pé perante as ameaças do século XXI, o Homem de Ferro precisa evoluir. E assim começa uma obscura odisseia dentro do abismo que separa homem e máquina, numa jornada que transformará Tony Stark para sempre.”

O romance adaptado do quadrinho de Warren Ellis e Adi Granov, é assinado por Marie Javins e lançado pela editora Novo Século. Marie fez esse trabalho com perfeição, o que não deve ter sido difícil, visto que ela é editora, colorista e escritora de quadrinhos. Como já disse, li o quadrinho antes, mas como fazia muito tempo, assim que terminei de ler o livro de Javins, peguei o quadrinho de Ellis e Granov para rever as imagens. Gente… Que satisfação eu senti! Estava tudo lá! Javins (tô me policiando pra não escrever JARVIS rs 😅) descreveu tudo, com clareza e riqueza de detalhes.

E, apesar ter lido a HQ antes, não senti insatisfação na leitura, como se fosse uma história repetida, massante, que me deixasse de saco cheio. Pelo contrário! A gente sabe que ler um livro nos permite imaginar a história, muito além do que é lido. Não que as HQs não nos permitam essa “viagem”, pelo contrário: as imagens nos dão uma visão ampla (literalmente) da história e sim, nós também imaginamos. Mas senti que no romance de Homem de Ferro – Extremis a história era mais intensa, justamente, pela falta da imagem.

Um exemplo disso, e eu posso contar, porque está na sinopse, é a descrição do momento em que o terrorista Mallen passa pela transformação do Extremis em seu corpo. É de ficar vidrado no processo, imaginando os muitos experimentos em cobaias, mas não os que dão errado e sim, os que podem dar mer– MUITO errado. Isso me deixou mais apreensiva e com mais vontade de ler.

Como já disse, o roteiro não é arrastado. Mas tenho que confessar que demorei pra terminar o livro, pelo motivo de sempre: aparece uma coisa nova (HQ, filme, série de TV…) e lá se vai mais uma coisa sem terminar… Só que o livro é tão bom, mas tão bom, que eu passei esse tempo todo me cobrando e relutando para colocá-lo novamente na estante… Ou seja: ele circulou por vários cantos da casa, entre uma bolsa e outra de sair (o Joe até reclamou um pouquinho, e com razão, de alguns danos na capa 😬), mas faz parte!

Ah, e tem uma coisa: o filme Homem de Ferro 3 que tristeza em ter que trazer essa informação aqui foi “baseado nesta história”… E isso foi uma coisa que eu nem percebi (óbvio, tanto que ainda pensei que poderiam ter feito um filme do Stark com essa história), mas sim que me contaram…  Se tivesse tido pelo menos só um pouquinho do que eu li… Bem, deixa quieto…

Mas isso não é uma barreira para que você leia Homem de Ferro – Extremis, que é pesado e, por vezes, até choca o leitor (eu, no caso), deixando-o mais atento e preso ao roteiro. Até porque, espia só a nota: 👇🏾