Assistimos: Star Wars – A Ascensão Skywalker

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4
On 25 de dezembro de 2019
Last modified:27 de dezembro de 2019

Summary:

Gosto de Star Wars. Não posso dizer que sou fã, mas gosto, acho f%#@. E um novo filme da franquia chegou às telonas: Star Wars – A Ascensão Skywalker. Contrariando alguns fãs que (pasmem) não queriam que este filme fosse lançado, por não terem gostado do ótimo Star Wars – Os Últimos Jedi, ele está entre nós (espia só o clima de Natal) e cá estou para te contar se é bom ou se teremos um Episódio II: Ataque dos Fãs. Vem comigo!

Antes disso, a sinopse:

Lucasfilm e o diretor J.J. Abrams juntam forças mais uma vez para levar os espectadores a uma jornada épica em uma galáxia muito, muito distante em Star Wars: A Ascensão Skywalker, a fascinante conclusão da saga Skywalker, na qual novas lendas nascerão e a batalha final pela liberdade ainda está por vir.

Como já disse, lembrei que o Os Últimos Jedi não agradou muito os fãs, pois o diretor deste, Rian Johnson, deu uma pegada nova e bem interessante à franquia. Algumas pessoas, como nós do Torrada, vimos isso como algo totalmente importante para a franquia, dando até aquela sensação de ir ao cinema sem saber o que está por vir e se surpreender com o que vê. Vamos combinar que é bem chato tu sair de casa para assistir um filme que você já meio que sabe no que vai dar (tipo filmes de comédia romântica HAHAHAHAHAHAHAHA parei).

Mas o que vimos em Star Wars – A Ascensão Skywalker não foi uma continuação dessa possível inovação dada por Johnson. J. J. Abrams retorna à franquia ignorando, praticamente, tudo o que Os Últimos Jedi nos transmitiu, dando-nos um fan service. Tudo bem, não estou aqui para criticar fan service de diretores e roteiristas. O problema é como, algumas partes disso foi dado aos fãs.

Tem coisas que, é claro, eu não posso falar aqui, pois se tratam de spoilers, um exemplo disso que falo e que, só fui me dar conta dias após assistir o filme, foi a quase que total exclusão da personagem Rose (Kelly Marie Tran). E tal acontecimento eu não vejo de outra forma, além de um “resposta positiva” aos fãs que ficaram “insatisfeitos” com a personagem, tanto a ponto de se sentirem no “direito” de atacar a atriz nas redes, fazendo com que ela se distanciasse das mesmas. Ficou feio. Sem falar no, eu diria, “agrado às fanfics”, que chegou a me arrancar um “Mas geeente… Pra quê?!”.

Não vou comentar sobre personagens principais, como Rey, Kylo Ren e Leia, porque acho que acabarei dando spoilers com minhas opiniões sobre cada um. Mals aê, mas prefiro me abster.

Não, eu não estou dizendo que o filme é ruim, pois ele não é, até porque não consegui dar uma nota mais baixa do que a que vocês verão no final deste texto. O filme é bom sim! Tem cenas de ação, não é nem um pouco parado, prende o espectador, tem efeitos espetaculares (vide princesa Leia), piadas dosadas… E um final ok. Não foi um final surpreendente pra mim, foi comum, mas não fez do filme algo completamente odioso. Saí satisfeita da sala e, só dias depois, é que atentei para tais coisas. Era como se eu precisasse “digerir” o filme.

Na trama, entram novos personagens, tanto a Jannah (Naomi Ackie), como também personagens da categoria “bonequinhos para vender”, como o conserta-tudo, animadíssimo, Babu Frik. Há também o retorno de personagens antigos, como mais um fan service. Esses elementos trouxeram um ótimo tom para o filme, trazendo novas sensações, como Babu Frik trouxe um tom mais comigo, além dos droides já existentes.

Star Wars – A Ascensão Skywalker deixou os fãs divididos. Eu estou no meio deles, por não ter nem amado, nem odiado o filme. Apesar de, por exemplo, ter umas frases meio clichês em grandes momentos, é impossível dar uma nota ruim a uma franquia desse porte, com a grandeza desse universo, sem contar com as atuações ótimas de Dayse Ridley, John Boyega e Adam Driver. Não tem como dizer também que você não deve assistir. Vá e depois conte pra gente o que você achou!