
Bora entender qual é a aventura do The Rock desta vez? Bora: “Responsável pela segurança de arranha-céus, o veterano de guerra americano e ex-líder da operação de resgate do FBI, Will Ford, é acusado de ter colocado o edifício mais alto e mais seguro da China em chamas. Cabe ao agente então achar os culpados pelo incêndio, salvar sua família que está presa dentro do prédio e limpar seu nome antes que seja tarde demais“.
É praticamente impossível não associar o longa a Duro de Matar (inclusive foi isso que me fez ir ao cinema). Apesar dos filmes serem distintos em diversos aspectos, os clichês dos filmes oitentistas de ação estão ali: um homem tem que salvar todo mundo, a família em perigo e outras coisitas mais.
Talvez a principal diferença é que houve uma tentativa de criar um protagonista mais frágil, entretanto não consegue. Apesar dos traumas e da perna mecânica, Will é sobre-humano: ele salta, corre, bate e faz gambiarras improváveis com muita silver tape. Outro aspecto sobre o personagem é que ele é tão carismático que ofusca todo o restante do elenco.
Mesmo com os já citados clichês, a narrativa do filme caminha mais por tentar nos causar vertigem, do que apresentar uma boa pancadaria. Durante quase todo o longa, nos são apresentados momentos com saltos perigosos, o que causa aflição àqueles que tem fobia de altura (“olar”). No começo é legal, mas depois cansa um pouco. Falando nestes momentos, a parte mais positiva deles é que remete muito às narrativas dos vídeo-games de aventura: os saltos, os andares pegando fogo soando como fases, os desafios a serem passados, etc.
Mesmo com seu enredo super previsível, Arranha-Céu: Coragem Sem Limite ainda é uma boa pedida para quem quer uma diversão descompromissada. Vá assistir de coração aberto e sem esperar que ele seja um novo Duro de Matar.


Aka Joe. Professor de linguagens místicas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, profissional de estudos psíquicos na Escola Xavier para Jovens Superdotados, amador na arte de grafar e consorte da Bel. Entusiasta dos bardos, contadores de histórias, sábios, estrategistas, aventureiros, tabernistas e bobos da corte.