Assistimos: Anônimo

Review of: Anônimo

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5
On 7 de maio de 2021
Last modified:7 de maio de 2021

Summary:

Quem é meu contemporâneo, sabe como foi crescer assistindo os filmes de ação na televisão aberta. No geral, eles tinham uma fórmula muito óbvia, mas que deu certo por muito tempo. Particularmente, eu sempre gostei e até hoje, vez ou outra, pego alguns títulos para reassistir. Afinal, os novos filmes do gênero não me agradam tanto... Contudo, para a minha felicidade, Derek Kolstad e David Leitch surgiram e nos entregaram uma bela trilogia de John Wick! Hoje vamos falar de seu novo trabalho: Anônimo. Bora comigo?

Quem é meu contemporâneo, sabe como foi crescer assistindo os filmes de ação na televisão aberta. No geral, eles tinham uma fórmula muito óbvia, mas que deu certo por muito tempo. Particularmente, eu sempre gostei e até hoje, vez ou outra, pego alguns títulos para reassistir. Afinal, os novos filmes do gênero não me agradam tanto… Contudo, para a minha felicidade, Derek Kolstad e David Leitch surgiram e nos entregaram uma bela trilogia de John Wick! Hoje vamos falar de seu novo trabalho: Anônimo. Bora comigo?

Mas antes da pancadaria desenfreada, sinopse:

Hutch Mansell, um pai e marido subestimado e esquecido, que aguenta as injustiças da vida e nunca recua. Um anônimo. Quando dois ladrões invadem sua casa uma noite, Hutch se recusa a defender a si mesmo ou sua família, na esperança de evitar violência grave. Seu filho adolescente, Blake, está desapontado com ele e sua esposa, Becca, parece se afastar ainda mais. O rescaldo do incidente acerta a raiva latente de Hutch, desencadeando instintos adormecidos e impulsionando-o em um caminho brutal que revelará segredos obscuros e habilidades letais. Em uma enxurrada de punhos, tiros e pneus cantando, Hutch deve salvar sua família de um adversário perigoso e garantir que ele nunca será subestimado como um ninguém novamente.

Antes de mais nada, palmas e palmas para Bob Odenkirk! Eu jamais pensaria que o cara que interpretou o advogado Saul Goodman em Breaking Bad e Better Call Saul pudesse viver um papel tão f*d@! Sério, é impressionante como ele faz a transição de um cara retraído e sem potência para uma máquina de combate. Atuação magnífica mesmo!

O resultado são sequências frenéticas de pancadaria e uso de armas de fogo! Hutch Mansell é um personagem estilo John Wick. Apanha, apanha e apanha, mas quando bate… Sai da frente! Porém, as semelhanças não param por aí, porque a criatividade das cenas de combate são bastantes similares (a cena do ônibus já é uma das melhores dos filmes de ação). Outro trabalho certeiro da dupla Kolstad e Leitch.

Ainda nas comparações entre as duas obras, há uma diferença que muito me agradou. No último filme de John Wick, as cenas de pancadaria eram regidas pelos sons do embate. Em Anônimo, não! Na hora que a porrada canta, entra uma trilha sonora espetacular nas cenas. Como as músicas foram bem escolhidas!

Para quem é fã do gênero, Anônimo é aquele filme que vai valer a pena ser reassistido. O roteiro parte de uma motivação simples, mas que vai se tornando uma bola de neve gigantesca. Particularmente, acredito que essa fórmula encontrada pelos produtores do filme ainda vai funcionar durante muito tempo. Achou muito melhor ver um cara de família se importar com coisas “mais simples” e sair agredindo os vacilões que cruzam o seu caminho.