Assistimos: Rouff

Review of: Rouff

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4
On 18 de março de 2020
Last modified:18 de março de 2020

Summary:

Gosto muito de curtas-metragens, mas, além disso, utilizo muito tal formato como instrumento de trabalho. Há uma rápida mensagem, mas que pode abrir um leque de discussões em sala de aula, como os longas. O curta que me chamou atenção recentemente, foi Rouff. Só para se ter uma ideia do motivo pelo qual me interessei, ao olhar para a capa, você já percebe que o curta trata de duas coisas: cachorro e quadrinhos.

Gosto muito de curtas-metragens, mas, além disso, utilizo muito tal formato como instrumento de trabalho. Há uma rápida mensagem, mas que pode abrir um leque de discussões em sala de aula, como os longas. O curta que me chamou atenção recentemente, foi Rouff. Só para se ter uma ideia do motivo pelo qual me interessei, ao olhar para a capa, você já percebe que o curta trata de duas coisas: cachorro e quadrinhos.

Sem ler sobre e sem recomendações, assisti e tive que vir aqui contar a você se eu gostei desse curta alemão, vencedor de prêmios em festivais de cinema. Me acompanha que eu te conto!

AUtes disso, vamos para a nossa sinAUpse (eu não resisti à brincadeira):

Rouff, um cão banda desenhada de três patas, está triste e sozinho. Para escapar da sua solidão, ele cria um novo amigo, Pete, dobrando o papel onde foi desenhado. A jornada de Rouff e Pete em busca da quarta pata é uma história de aventuras, para crianças e não só.

Como já disse, Rouff é um curta alemão e foi criado por Benjamin Brand, Johannes Engelhardt, Markus Eschrich, Johannes Lumer, Julius Rosen. Durante os seis minutos, nos é apresentada uma ótima e diferente história, como você pôde ler na sinopse que, inclusive, de tão completa, já quase entrega o curta todo… Mas como foi QUASE um spoiler, então ainda dá para assistir. Basicamente, um desenhista precisa desenhar a nova aventura de seu personagem, Rouff. Após tantas tentativas frustradas para o quadrinista, o cãozinho, desenhado numa folha de papel, precisa que seu criador finalize a sua quarta patinha dianteira, da direita, que ficou faltando. Para isso, ele tem a ideia de criar uma dobradura para ajudá-lo nesta difícil tarefa.

Junto a Pete, que é o papel dobrado, Rouff proporciona cenas de criatividade e determinação. Talvez seja esta a mensagem que a animação pretende passar para os adultos. Toda a ambientação mostrada em Rouff é do processo criativo de um quadrinista. Acredito que a proposta de se ter a criação participando do processo criativo de quem a constrói, é algo bem interessante de se ver. Uma pergunta que sempre fazem a um artista é como ele teve aquela ideia, qual foi a inspiração… Então, pode ser que essa tenha sido a ideia dos criadores de Rouff, mostrar a relação criador-criação e como ela pode perdurar por um longo tempo.

A arte de Rouff é incrível! Quando o curta começa, parece que é um cenário real e que, a qualquer momento, vai entrar um ator naquela cena. Mas você percebe que trata-se de uma animação quando vê o primeiro sinal de movimentação de um corpo na cena, pelo fato de ser lento. Pronto! Aí eu já comece a olhar cada detalhe e… Eu não fui muito fã da estrutura e movimentação que deram ao Pete. Foi a única coisa do curta que me incomodou e que eu achei feio.

Não experimentei passar Rouff para os meus alunos ainda, mas não sei se todos eles teriam uma receptividade positiva do mesmo, a ponto de achar o final interessante. Pode ser que, no decorrer do curta, as crianças se interessem bastante, até porque as atitudes de Rouff prende e causa apreensão no espectador, mas não sei quanto ao final… Só que pode ser também que eu esteja errada e que tal você dedicar seis minutinhos a Rouff e me contar sobre a sua impressão? Tenho certeza de que valerá a pena!